sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Eleições


UMA LUZ SOBRE AS ELEIÇÕES
"Em ano de disputa eleitoral, o questionamento ético dos iluministas continua na ordem do dia"


A partir da segunda metade do século XVII, iniciou-se na Europa um movimento filosófico e intelectual chamado Iluminismo. Esse movimento foi gerado no contexto de crise social e inconformismo da burguesia, que passou a questionar os privilégios políticos e econômicos do clero e da nobreza, classes minoritárias porém poderosas, que não pagavam impostos mas usufruíam do dinheiro daquela parcela do povo que era obrigada a pagar os mesmos impostos.
Os pensadores desse Iluminismo – as Luzes ou a Ilustração – acreditavam na razão. Combatiam, portanto, o misticismo, a ignorância, os abusos da Igreja Católica e principalmente a intervenção do estado na economia (a grande quantidade dos impostos já mencionada) – todas as forças que, para eles, se opunham ao progresso e ao desenvolvimento da nação e do homem.
Este movimento aconteceu no século XVIII e hoje, três séculos após seu nascimento, a política na sociedade ocidental não parece muito diferente. Ocorreram, é certo, algumas mudanças importantes, mas se observarmos os motivos que levaram à revolta da burguesia, vemos que estes permanecem presentes em nossas vidas. Só que de uma maneira que talvez a maioria do povo não perceba.
Retomemos o caso dos impostos: todos os cidadãos pagam para o benefício geral da sociedade, para a aplicação em segurança, educação, saúde e outros, porém este dinheiro vem sendo usado ultimamente de forma ilegal. Um exemplo disso é o caso dos cartões corporativos, que são utilizados para políticos e seus assessores gastarem dinheiro público em lojas, em viagens pelo mundo e similares. Isso sem mencionar outros escândalos, como o pagamento de pensão alimentícia dos filhos dos deputados...
Infelizmente, é possível que isso aconteça porque a maioria do povo não conhece seus direitos e seus deveres, pois se conhecessem iriam ao menos questionar as razões pelas quais a saúde pública está cadavez mais precária, os motivos pelos quais a educação está cada vez mais carente e por que já não se sabe o real significado da palavra segurança.
Por que, ao invés de serem feitas as melhorias necessárias com o dinheiro vindo da população, grande parte da classe política só se preocupa com seus benefícios pessoais e luxuosos?
Perguntas como estas podem e devem ser feitas diariamente, e repetidas atentamente nesse ano de eleições para Prefeituras e Câmaras Municipais. Perguntar, então, é mais que uma questão de direito e dever: é uma questão de ética, caráter e consciência.
Fique atento e participe: - Dia 05 de Outubro: Eleição para Prefeitos e Vereadores. - Dia 22 de Novembro: Eleição para Diretor(a) - EBIAS


Por Elisa do Espírito Santo (82)
Orientação: Prof. Ângela D. Santos Dornelles
Revisão: Prof. Atílio Butturi Junior

Língua Afiada


Antes de entendermos o uniforme como algo obrigatório e até cer Língua Afiada
Não erre mais”


Ela não quis vim?
Esta é uma forma do passado (eu vim aqui ontem ); numa locução verbal (dois verbos - caso acima), o último verbo deve ser sempre gerúndio ou particípio. E vim não é nem nunca foi forma nominal. Portanto:


Ninguém quis vir à minha festa.

Você não devia vir com essa roupa.

Ontem eu não pude vir.


Observe que se trocarmos vir por ir teremos:


Ninguém quis ir à minha festa. (Alguém diz: ninguém quis im ?)


Usa-se infinitivo, ainda, antes de preposição ou de locução prepositiva.

Para vir aqui não foi fácil. (E não: Para vim aqui...)

Antes de vir a Florianópolis, estive no Rio.

Em vez de vir a pé, vim de ônibus.


Está correto dizer: a parenta, a presidenta, a ajudanta e a hóspeda?


Sim, feminino absolutamente correto. Esses cinco nomes podem, contudo, fazer o feminino apenas com a mudança do artigo, sem o uso da desinência de gênero a : a presidente, a parente, a governante, a ajudante, a hóspede.

Hoje correm também: almiranta, comandanta e comedianta. Nunca, porém, chefa, já que chefe é nome comum-de-dois: o chefe, a chefe.


Ovos Estrelados?


Ovos que adquirem a forma de estrela, assim que são lançados à frigideira, são estrelados (a gema é o núcleo; a clara, a irradiação). Portanto:

Hoje, vou comer ovos estrelados!


Problemas difíceis de resolver ou de resolverem?


Após difíceis de fáceis de ruins de bons de agradáveis de gostoso de, o infinitivo não sofre flexão. Por isso:

Problemas difíceis de resolver.

Mudanças fáceis de fazer.

Frutas gostosas de comer.


Aluguer, alugueres....


Trata-se de formas absolutamente corretas, muito comuns na linguagem forense. Aluguel e aluguer são formas variantes, assim como flocos e frocos, flauta e frauta, flecha e frecha, neblina e nebrina, plancha e prancha. Dentre duas ou mais formas variantes, uma sempre se vulgariza mais que a outra.

Muitos pensam que as variantes com r, das que vimos, são próprias de gente caipira. Enganam-se. Por isso, caro leitor, não tenha nenhum receio de chegar a uma sorveteria e pedir, em alto e bom som, um sorvete de frocos. O máximo que poderá acontecer é o sorveteiro lhe dar um gelado de outro sabor....


Por: 6ª séries
Orientação e revisão: Prof. Juliane Baseggio

Entrevista

ENTREVISTA COM A CANDIDATA A
DIRETORA DA E.B.I.A.S

1) Qual seu nome completo?
Marizilda Alves Gonçalves Araújo

2) Qual sua formação?
Pedagogia e Orientação Educacional

3) Quanto tempo faz que você trabalha na Prefeitura? E na escola E.B.I.A.S.?
Efetiva na prefeitura desde 1990, e na E.B.I.A.S, desde 2005.

4) Você gosta da função de Orientadora?
Sim.

5) Quais são as atribuições exigidas por sua função?
A minha função é estar sempre mais perto dos alunos.

6) Como surgiu o interesse pela candidatura para ser diretora?
Por estar junto com a direção durante o tempo que trabalho aqui, penso que seria bom dar continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido.

7) Quais são as metas a serem alcançadas durante o período de gestão?
Aproximação da comunidade na escola.

8) O que precisa ser melhorado na escola?
O compromisso de todos com a educação no ensino público, um ambiente mais aconchegante com a participação de todos para que não haja depredação do patrimônio público e que é de bem comum.

9) Quais são as propostas de melhorias para os alunos?
Tentar tornar o espaço escolar mais o mais aprazível possível.

10) Como pretende realizar a campanha eleitoral?

Fazendo uma conversa com todos os alunos, de sala em sala e também um debate com pais e demais membros da comunidade escolar.

11) O que você acha da política do Brasil?
Infelizmente no nosso país os políticos são candidatos para atenderem um projeto particular e esquecem realmente para o que foram eleitos. Há muita corrupção e desvio de verbas.

12) O que você acha da campanha eleitoral do nosso município?
Penso que alguns candidatos fazem “campanha” para si e não para o povo.

13) O que você acha sobre o bairro (a comunidade e os alunos)?
Vejo que aqui no bairro falta opções de lazer para a comunidade, acho que é o único que não tem uma pracinha para jovens, crianças e adolescentes freqüentarem.
A comunidade poderia se engajar mais para que houvesse algo neste sentido, um espaço onde as pessoas pudessem se reunir.
Os alunos desta escola na sua maioria são tranqüilos e acessíveis, tem alguns, e dá pra contar nos dedos, que as vezes são mal-educados.

14) Quais os problemas sociais que afetam diretamente a escola?
O mais sério é a falta do que fazer pelos jovens, que muitas vezes acaba levando às drogas e violência. Falta de projetos sociais que envolva os adolescentes em uma prática de esporte ou de atividades educativas.
E quando tem discussão na rua, esta, sempre termina dentro da escola.

15) Qual foi à reação da comunidade e dos alunos quando você lançou a sua candidatura?
Não conversei com muitas pessoas, porém para aqueles alunos que são indisciplinados o meu nome não será bem vindo, visto que já exerço a função de Orientadora Educacional e muitas vezes tenho que chamar a atenção destes. Para os demais, acredito que o meu nome terá uma boa aceitação e isto é democracia.

Por: Vanessa Cristina Schork e Valquíria dos Santos Monteiro - Turma 83

Fique por dentro

"FAST FOOD":
Consumir ou não Consumir, eis a questão!

Você sabe que a comida rápida em inglês significa Fast Food, e que a populção substitui a comida saudável por hambúrguer que é menos saudável? É isso mesmo, os alunos da turma 81, junto com a professora de Geografia, Renata, fizeram uma pesquisa e constataram que a população substitui a refeição por hambúrguer por ser mais prática e rápida.
Os gráficos mostram que:

Por: Turma 81
Orientação: Profª Renata A. Mafra

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Agenda Cultural


AGENDA CULTURAL - E.B.I.A.S

Confira a programação cultural EBIAS do 2º Semestre:

19 de Agosto: Show de talentos e Show esportivo com participação de todos os alunos e professores de 1ª a 8ª série.
Neste dia, a escola organizou uma grande comemoração referente ao “Dia do Estudante” – 11 de Agosto. Na competição esportiva, houve torneio de futebol e vôlei. A seguir, os vencedores:

Futebol masculino

1º lugar – 71
2º lugar - 82

Futebol feminino

1º lugar - 81
2º lugar- TOPAS

Voleibol
1º lugar - Professores

*01 a 05 de Setembro: Semana da pátria (hora cívica diária).
02 de Setembro: Palestra com o Corpo de Bombeiros sobre “Primeiros Socorros”.*
05 de Setembro: Desfile Cívico
15 de Setembro: Pré – conselho com professores de 5ª a 8ª série e Equipe Pedagógica.
16 e 17 de Setembro: Conselho de classe de 5ª a 8ª série.
18 e 19 de Setembro: Conselho de classe de 1ª a 4ª série e TOPAS.
6 a 10 de Outubro: Semana da criança.
15 de Outubro: Dia do professor.
22 de Novembro: Eleição de diretores e festa da primavera.
17 de Dezembro: Término do ano letivo
18 de Dezembro: Conselho de classe final e divulgação dos resultados.

Semanalmente ocorre a Hora Cívica, normalmente nas segundas-feiras. Os alunos cantam o hino nacional e o hino do EBIAS e organizam apresentações para o momento.
Agradecemos aos alunos e professores de 1ª a 4ª série que fazem da Hora cívica um momento tão especial, na escola, em especial a Sônia Berti que tem se esmerado nesta organização.







Por: Profª Regina Lima - TOPAS

Horta Viva


PROJETO HORTA VIVA
"Educação Ambiental"

O projeto Horta Viva” é uma atividade de educação ambiental que o Laboratório de Ciências desenvolve com os alunos das séries iniciais. Eles estão tendo a oportunidade de aprender a estrutura e o funcionamento de uma horta, desde a compostagem até a preparação dos canteiros, plantio, germinação, transplante de mudas, irrigação e práticas ecológicas para a produção de alimentos. Além disso, o trabalho com a horta está ligado ao destino correto dos resíduos orgânicos produzidos pela cozinha, esse resíduo é separado e colocado na composteira onde se transformará em adubo orgânico utilizado para adubar o solo da horta.


Por: Profª Angélica – Laboratório de Ciências

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

1ª edição de 2008


EDITORIAL


O Jornal da E.B.I.A.S., nessa primeira edição de 2008, permanece fiel ao projeto inicial: trazer à tona a produção dos alunos e os assuntos relacionados à vida escolar e à comunidade na qual a escola se insere. Nosso trabalho, então, afina-se a uma concepção da linguagem como prática social e interventora, que não apenas pode levar à reflexão mas, de modo mais profundo, sensibilizar positivamente os atores sociais para a transformação de nosso microcosmo.
Nesse número, então, perseguimos a necessidade de comunicação efetiva também entre as diversas áreas de conhecimento. Acreditamos que da interseção dos saberes e da conseqüente participação de maior número de professores e alunos, poderemos descobrir outras perspectivas, mais plurais e menos redutoras: a linguagem como discurso é também histórica, geográfica, estética, fisiológica e até mesmo matemática.

Além dessa preocupação interdisciplinar, criamos um blog próprio (http://jornalebias.blogspot.com), a fim de que possamos extravasar os limites físicos da escola e, além disso, nos tornemos capazes de um diálogo com cada um de nossos leitores (entusiastas, colaboradores, redatores, críticos, etc.), ainda que circunscrito – ao menos nesse primeiro instante – ao universo virtual.

Isto brevemente dito, gostaríamos de agradecer a todos aqueles que tornam esse projeto possível e que, de uma forma ou de outra, acabam deixando suas marcas na construção e transformação desse Jornal da E.B.I.A.S.

E, além destes, a todos os nossos interlocutores – leitores potenciais ou de fato – para quem, em definitivo, estão voltados nossos esforços.
A língua é minha pátria


Prof. Atílio Butturi Jr.